As Aventuras de Nando & Pezão

"Dona Mirandinha"

O Poder da Mostarda

Beleja? Como é que vocês estão? Olha eu aqui outra vez. Sentiram a minha falta? Aposto que não, afinal hoje em dia temos tantas coisas pra fazer, né? Você liga a TV qualquer hora do dia e sempre encontra um programa super bacana, por exemplo... pegadinhas do Sergio Mallandro. O quê? Você não concorda? Raciocine comigo, meu caro leitor, as pegadinhas do Sergio Mallandro são de uma criatividade ímpar! Você percebe que não há armação ali. Não percebeu como os disfarces são super bem feitos? Não percebeu como os sustos das Mallandrinhas são super naturais? E por falar em Mallandrinhas, eu fico com peninha delas, pobrezinhas. Elas caem nas pegadinhas todas as semanas. Isso deve ser traumatizante para as coitadinhas. Eu só sei que a TV é uma maravilha. Vai negar que você nunca assistiu Betty a Feia? Esta novela é muito bacana. Melhor que esta novela só tem uma coisa, o Canal do Boi. A TV brasileira é uma maravilha, eu não consigo dormir sem assistir um teste de DNA no Ratinho. Tenho pesadelos a noite inteira se eu não seguir este ritual. Ah, é lógico que antes de dormir eu ainda assisto uma sessão de descarrego na TV Record e pulo rapidinho para o programa da Monique Evans. Falando em Monique Evans, esta mulher é simplesmente demais. Ela não fica velha? A cada dia que passa ela fica mais gostosa, é impressionante. Eu acho que toquei a minha primeira punheta olhando uma foto dela na Playboy.

Bom, chega de papo furado, eu tenho uma ótima notícia para vocês. Eu resolvi contar tudo. Sim, meus amigos, vou abrir os arquivos X da minha mente poluída. Sim, é isso mesmo que você está pensando: Ubatuba. Eu pensei bem e vi que não adianta eu ficar escondendo aquela tragédia. Além do mais é passado. O que foi... foi. Tenho consciência de que posso e certamente vou me arrepender muito por me expor desta maneira. Na verdade não estarei expondo somente a mim, mas diversas pessoas que participaram deste acontecimento trágico do meu passado. O que aconteceu em Ubatuba poderá chocar muitos de vocês, portanto eu peço a todos aqueles de estômago frago e cérebro de galinha... não ultrapassem estes próximos parágrafos, pois vocês estarão frente a frente com acontecimentos bizarros e momentos de limite extremo, como diz meu amigo Galvão Bueno. As próximas linhas farão vocês refletirem sobre suas próprias vidas. Para muitos de vocês será uma história que mudará a forma de encarar aquelas férias de final de ano, onde vale tudo. E se vocês acharam que eu comi o pão Pullman que o diabo amassou naquele episódio do Show do Rappa, vocês vão entender porque Ubatuba foi infinitamente pior. Sim, acreditem, foi pior. Eu confesso que estou até arrepiado neste exato momento. Recordar Ubatuba me faz isso. Na verdade recordar Ubatuba provoca em mim diversas reações. Fico com gases. Gases terríveis, daqueles que saem sem fazer som e passam pelo ânus como um vento quente de verão. Recordar Ubatuba me faz tremer. Recordar Ubatuba me arrepia até os cabelos da bunda, o que não é nada agradável, acreditem. Resumindo, recordar Ubatuba me deixa com um puta cagaço. Pronto, está decidido. Vou contar tudo sobre Ubatuba .... mas não hoje.

Putz! Deixe-me recuperar o fôlego. Estou até passando mal. Peço desculpas a todos vocês. Eu não tinha a intenção de enganá-los. Eu realmente queria contar o que aconteceu em Ubatuba, mas vocês precisam entender que é difícil pra mim. É foda. Mas eu prometo que este dia irá chegar. Um dia vocês irão saber de tudo, tudinho. Eu prometo.

Querem só mais uma dica? A história de Ubatuba não possui apenas momentos trágicos, há também um pouco de romance. Sim, caros amigos, os filhos da puta também amam. Foi lá em Ubatuba que eu descobri o que é o amor, seu nome era Polly. Ai meu Deus, por quê tive de mencionar este nome novamente? Todas as vezes que faço isso sinto uma dor terrível no coração e, é claro, produzo gases incontroláveis. Polly, onde quer que você esteja... saiba que eu ainda te amo. Eu sei que tudo aquilo que aconteceu em Ubatuba separou você de mim, mas... tudo passa. O ferro passa. A uva passa. Se estas palavras chegarem até você... dê-me uma segunda chance... por favor. Polly, I Love You.

Putz!!! Esta foi foda, hein! Perdoe-me, galera. Isso aqui está parecendo novela das seis, não é? Quando lembro da Polly eu fico assim, eu perco o controle e, é claro, também produzo muitos gases. Polly, me liga.

Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrring!!!!!! — o maldito telefone. Tomei um puta susto.

Não acredito!!!! Será que é a minha Polly??? Não, claro que não. Isso aqui não é novela das seis, muito menos Malhação, portanto...

— Fala, Pezão dos infernos!!!

— O quê? Como é que você fala assim com a sua mãe?

Putz! 

— Foi mals, mãe! Desculpa. Eu pensei que fosse...

— Tá, tá, eu sei... anda logo que eu estou com pressa. Não deixa o Paulinho perder a aula de ingreis.

— Deixa comigo, mãe, mas não é ingreis, é inglês.

— Foi o que eu disse, ingreis.

Putz! Que dureza. Mas... mãe é mãe. A gente ama mesmo assim.

— Beleja, mãe. Onde a senhora está?

— Estou no supermercado. Quer alguma coisa?

Bom, eu sempre fui apaixonado por uma loirinha que trabalha de balconista na sessão de frios, mas acho que não foi bem isso que minha mãe perguntou.

— Não, mãe, obrigado. Mas... se não for incômodo, poderia me trazer um Fandangos de limão?

— Este não é mais um daqueles seus pedidos malucos, é?

— Não, mãe, confie em mim.

Hehehehe ..... desde pequeno eu tenho esta mania de pedir coisas que não existem. Uma vez eu pedi uma Coca-Cola sabor morango e meu pai passou 2 semanas procurando por todos os supermercados da região. Eu faço por brincadeira, mas eles sempre caem. Não fiquem com peninha deles não, meus pais já aprontaram muito comigo também. Um dia eu conto.

Minha mãe acabou de desligar o celular e ... adivinhem...

Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrring!!!!!

— Fala, maldito Pezão do caralho!

Nada. Silêncio ao telefone.

— Isso é algum trote? Porra, vou denunciar seu número agora mesmo, seu babaca...

Na verdade meu telefone não tem identificador de chamadas, mas é bom dar um susto de vez em quando.

O silêncio continuou. Na verdade eu consegui ouvir uma respiração.

— Tem alguém aí? Você é aquela loira do programa Alô Cristina?

— Não, porra! Sou eu! — é lógico que é ele, Pezão.

— Por quê demorou tanto pra dizer alguma coisa?

— Aconteceu um bagulho horrível comigo, cara.

Putz! Eu conheço este tom de voz. O cara está com algum problema grave. A última vez que eu ouvi ele falar assim ao telefone o pai da Rita Pintinha estava afim de dar um cassete nele. Um dia eu conto o motivo. Só digo uma coisa, o Pezão merecia.

— Desembucha logo de uma vez, cassete! A velha apareceu no meio da noite pra chupar o seu pau outra vez?

— Não. Eu acho que foi até pior do que aquilo.

Silêncio novamente.

— Porra, Pezão! O que aconteceu? Você vai contar ou não? Eu tenho mais o que fazer, sabia?

— Tem nada. Você não faz porra nenhuma o dia inteiro.

— Vai tomar no teu cu então. Se não quer contar eu também não quero ouvir. Tchau.

— Espera! Eu vou contar.

— Então conta, porra!

— Tudo bem. O negócio é o seguinte. Meu, eu acho que tomei no cu. O bagulho está muito feio. 

Caralho, o que será que aconteceu? O cara está estranho. Deve ter sido algo muito sinistro. Ele prosseguiu:

— Então, Nando, lembra aquela parada da Madame Moju? Aquele lance sobre você descobrir uma forma revolucionária de bater punheta, lembra?

— Claro que me lembro. Maldita velha peituda do caralho. Pagou pau da minha cara e eu ainda precisei pagar no final da consulta. Maldita cartomante dos infernos.

— Pois é, ontem eu tive um sonho. No sonho quem descobriu a forma revolucionária fui eu.

Comecei a rir.

— É mesmo? E como é a tal forma revolucionária? Tocar punheta de cabeça pra baixo?

— Não.

Pezão respondeu sério. O cara está muito estranho. Parece até que foi possuído por um alienígena. Sei lá.

— Você vai contar ou não? — perguntei.

— O sonho foi muito bom, cara. Com a descoberta eu fiquei milionário. Eu consegui mais dinheiro que o Bill Gates.

— Pezão.

— Hã.

— MAS QUAL ERA A FORMA REVOLUCIONÁRIA DE BATER PUNHETA???

Gritei tão alto que eu acho que até meus vizinhos ouviram. Ah, foda-se.

— Porra, Nando! Eu não sou surdo, seu filho da puta!

— Você enrola muito. Conta logo!

— Na verdade a forma revolucionária não tinha nada de especial. Você só precisava de mostarda.

— O quê? Mostarda?

— Sim, bastava jogar mostarda no pinto e fazer um 5 contra 1 normal.

Eu quase perdi o fôlego de tanto rir. Acho que quase fiz xixi na cueca.

— Bastava tocar punheta com a mão lambuzada de mostarda?

— Sim. Acredite, era de enlouquecer. Você chegava a ver estrelas.

— Credo, que nojo! E não queimava o pinto?

— Não. Era maravilhoso.

— Porra, você demorou todo este tempo só pra me contar este sonho idiota?

— A pior parte eu ainda não contei.

— Pior parte? Como assim?

— Eu acordei e fui tomar café. Quando abri a geladeira eu vi um pote de mostarda novinho em folha.

— Ah, não! Não acredito que você fez isso! Porra, brother, não vá me dizer que você pegou o pote e...

— Sim, peguei o pote de mostarda e levei pro quarto. Derramei um pouquinho no meu pau e.... você sabe.

Puta merda!!!!!!!!!!!!!! Eu não acredito no que estou ouvindo. Não sei se dou risada ou mando o Pezão enterrar o dedo no próprio cu e assoprar. 

— Que nojo, meu! E o que aconteceu? Só falta você me dizer que foi a melhor punheta que você já bateu.

— Melhor punheta o caralho!!! A filha da puta da mostarda começou a queimar o meu pau!!! Eu tinha a sensação de que o meu pinto estava dentro de uma fornalha de pizzaria. As bolas do meu saco ficaram tão quentes que quase viraram ovos cozidos. Foi a pior coisa que já me aconteceu até hoje. Eu pensei que ia morrer! A cada 10 segundos o meu pau mudava de cor. Pela primeira vez na vida eu vi o meu pinto ficar verde.

Acreditem, amigos. Pezão começou a chorar. Meu, eu juro, o cara está aos prantos. E agora? O que eu faço? Pago pau ou dou uma palavra de apoio? O brother está sofrendo.

— Eu estou desesperado, cara! — ele gritou.

— Calma, Pezão, mantenha a calma. Faz o seguinte, passa ketchup!!!!!

( FIM )